A Fundação Helena Antipoff – FHA, juntamente com a Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, em parceria com o Programa Ambientação e a Prefeitura Municipal de Ibirité, se uniram para suspender o uso de copos descartáveis em todo completo da Fundação. Estiveram presentes no evento de lançamento do projeto, cerca de 300 pessoas, membros da sociedade civil, alunos, funcionários e poder público.

A inciativa partiu da comissão setorial do Programa Ambientação composta por docentes e vários outros agentes já mobilizados na FHA e UEMG. Engajados no projeto “Vilão invisível: Muito Além do Plástico”, Rita de Cássia e Sara Duarte apresentaram a iniciativa ao público presente frisando a necessidade de mudança de comportamento individual para a busca do bem coletivo.

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A pratica de consumo consciente vem sendo adotada pela instituição com o engajamento de toda comunidade do complexo da FHA, bem como com o poder público Municipal e Estadual.
Durante a solenidade o professor Lucas Marcon, Doutor em Ecotoxicologia, frisou a importância dos Rs Ambientais, ressaltando que mais importante que reciclar é não gerar, repensando assim os hábitos de consumo e descarte.
O Secretário de Meio Ambiente do Município de Ibirité, Anderson Mourão, frisou a importância do trabalho coletivo, a interação de todos os entes participantes do projeto e destacou: “Temos que ser referência e por isso o poder público não está medindo esforços para fortalecer a gestão ambiental de Ibirité. Estamos fortalecendo as práticas de consumo consciente, de gestão de resíduos em todas as secretarias do nosso município, ampliando a coleta seletiva no município, repensando a cultura do consumismo desenfreado. Juntos só temos a ganhar”.
Em seguida, o Analista Ambiental da Fundação Estadual de Meio Ambiente, – FEAM, membro da Comissão Gestora do Programa Ambientação, Rodolfo de Oliveira Fernandes, fez uma breve apresentação do Programa, destacando que entender a prática do consumo consciente e a gestão de resíduos é essencial para mudança de comportamento e internalização de atitudes ambientalmente adequadas no dia a dia. Em sua fala destacou um dos ensinamentos do educador ambiental, José Quintas: “Não podemos trabalhar com a aparência da realidade, temos que buscar processos pedagógicos que analise criticamente a realidade vivida”. Ainda de acordo com Fernandes, “a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, traz a importância deste trabalho, com o envolvimento do poder público e de toda coletividade para o bem comum, defender o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Precisamos somar forças e esforços para o bem coletivo”, frisou.

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Doutor em Ecologia e Conservação, Alexandre Nascimento, destacou a importância da não geração do plástico, bem como, os problemas decorrentes do seu descarte inapropriado ao meio natural, alertando para a problemática que o mundo enfrenta frente a este “vilão”.
O especialista em Educação Ambiental pela FHA, Gilvando Elen de Oliveira, frisou a importância do trabalho conjunto desenvolvido pela Fundação, destacando que pela primeira vez na história de Ibirité foi possível uma integração assertiva, onde o complexo acadêmico se tornou um espaço participativo entre sociedade civil, poder público e instituições de ensino diversas, o que propicia o somatório de forças para um bem comum como bem frisava Dra. Helena Antipoff.
Na sequência, os alunos do curso de Ciências Biológicas apresentaram a proposta do Plano de Gerenciamento de Resíduos, um marco que envolve acadêmicos, poder público e sociedade civil.